sexta-feira, 13 de julho de 2012

Diferenças não são defeitos, tampouco os diferentes são nossos oponentes.

A Fé e a Razão – por Martha Triandafelides Capelotto


Em primeiro lugar, que as diferenças sempre existiram, existem e existirão pela simples razão de termos sido criados em tempos diferentes e com aproveitamentos das experiências de maneira desigual.
Mais uma vez, se faz necessária a compreensão do princípio reencarnatório para que possamos admitir essas diferenças e, até mesmo, compreender a Justiça Divina.
É importante salientarmos que o respeito por todos aqueles que são diferentes, diríamos, distintos, únicos, é atitude da maior relevância para o nosso crescimento espiritual, pois a não aceitação dos outros pelas diferenças que se estabelecem, leva-nos a tratá-los com a indiferença.
Por sua vez, a indiferença gera algo mais grave que é a exclusão afetiva como solução para as dificuldades nos relacionamentos. Inegavelmente, conviver é difícil, chega a ser mesmo, um desafio.
Porém, como em todas as coisas, necessitamos “aprender a conviver” para que a indiferença gerada pelo descaso não acabe gerando em nós, ausência de solidariedade.
Desse modo, não mais se justifica olharmos de maneira negativa as diferenças, mas sim, buscarmos nelas condições de aprendizado construtivo, tanto para aprendermos como disponibilizarmos os nossos próprios talentos e aptidões.
Diferenças não são defeitos, tampouco os diferentes são nossos oponentes. Quando abdicamos do afeto, caímos invariavelmente nas masmorras do desamor.
Assim, tenhamos atitudes positivas de combate ao nosso personalismo, que ainda é o grande obstáculo para o nosso crescimento espiritual. Jesus, na Parábola do Semeador, ao se reportar aos vários terrenos em que foram distribuídas as sementes, deixa-nos um tratado sobre as diferenças e suas etapas.
Os solos da narrativa correspondem aos níveis evolutivos em que cada qual dará frutos conforme suas possibilidades. Benditos sejam os diferentes com suas diferenças!

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