A Fé e a Razão – por Martha Triandafelides Capelotto

Em
primeiro lugar, que as diferenças sempre existiram, existem e existirão
pela simples razão de termos sido criados em tempos diferentes e com
aproveitamentos das experiências de maneira desigual.
Mais
uma vez, se faz necessária a compreensão do princípio reencarnatório
para que possamos admitir essas diferenças e, até mesmo, compreender a
Justiça Divina.
É
importante salientarmos que o respeito por todos aqueles que são
diferentes, diríamos, distintos, únicos, é atitude da maior relevância
para o nosso crescimento espiritual, pois a não aceitação dos outros
pelas diferenças que se estabelecem, leva-nos a tratá-los com a
indiferença.
Por
sua vez, a indiferença gera algo mais grave que é a exclusão afetiva
como solução para as dificuldades nos relacionamentos. Inegavelmente,
conviver é difícil, chega a ser mesmo, um desafio.
Porém,
como em todas as coisas, necessitamos “aprender a conviver” para que a
indiferença gerada pelo descaso não acabe gerando em nós, ausência de
solidariedade.
Desse
modo, não mais se justifica olharmos de maneira negativa as diferenças,
mas sim, buscarmos nelas condições de aprendizado construtivo, tanto
para aprendermos como disponibilizarmos os nossos próprios talentos e
aptidões.
Diferenças
não são defeitos, tampouco os diferentes são nossos oponentes. Quando
abdicamos do afeto, caímos invariavelmente nas masmorras do desamor.
Assim,
tenhamos atitudes positivas de combate ao nosso personalismo, que ainda
é o grande obstáculo para o nosso crescimento espiritual. Jesus, na
Parábola do Semeador, ao se reportar aos vários terrenos em que foram
distribuídas as sementes, deixa-nos um tratado sobre as diferenças e
suas etapas.
Os
solos da narrativa correspondem aos níveis evolutivos em que cada qual
dará frutos conforme suas possibilidades. Benditos sejam os diferentes
com suas diferenças!
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