Tailândia: Bangkok, puro êxtase asiático!

Uma das inúmeras imagens espetaculares de Buda, este Buda sentado fica numa das quatro “capelas orientais” (Phra Chedis)
do templo Wat Phra Jerupon (mais conhecido como Wat Pho)
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HÁ um termo que exprime muito bem o que um viajante preparado pode experimentar ao explorar Bangkok: êxtase. Êxtase asiático, puro êxtase dos sentidos.
BANGKOK é mesmo como uma jaca:
assim como a fruta, ela deve ser "descascada". Não, não se deixe
iludir pela eventual primeira impressão externa da casca e do odor. As
aparências, por vezes quase repugnantes, de certo que enganam:
o interior será sempre delicioso e exótico.
PARA serem descobertas todas as suas preciosidades, tanto Bangkok quanto a fruta precisam ser vistas por dentro. É ali que estão todas as suas potencialidades.
APENAS assim percebemos
que sob aquela aparência feiosa e de cheiro
forte encontra-se um interior de polpa macia e fina, de textura
delicada, de requintado, apurado, exótico sabor. Talvez por isso mesmo
ambas sejam assim tão protegidas por uma casca tão grossa, espinhuda.
As frutas são fantásticas e impressionam pela qualidade e exotismo
BANGKOK
tem ruas com cheiros de várias tonalidades. Dos mais sutis aos mais
acres. Tem vendedores de rua que oferecem comida misteriosa, espetinhos
com carnes estranhas, insetos nem tanto, macarrões esquisitos e
refogados desconhecidos, fumegantes, borbulhantes. Tem escapamentos
soltando fumaça, tem humidade, tem calor. Tem o calor humano e do
ambiente. Tem um rio com água marrom, no qual boiam algas, algum lixo
e embarcações que carregam os discretos "thais" (locais)
e espalhafatosos "farangs" (estrangeiros).
NUMA das estações, ou piers, enquanto espero o meu barco, observo as
pessoas saltarem nas docas e seguirem seus rumos. Percebo que suas
peles brilham mais do que seria normal. Imagino que deva ser fruto de
uma natural combinação de suor, luz solar e da cor naturalmente
bronzeada do povo tailandês. Vejo também a água marrom do rio bater
nos cascos das embarcações e o lixo seguindo seu rumo rio abaixo. Mais
atentamente observo que a pele dos "farangs" brilha mais do que a dos
tailandeses. Creio que seja o resultado da mistura química de suor com
filtro solar, sob a mesma incidência de raios solares que teimam em
penetrar numa atmosfera quase sempre cinzenta e poluída.
ESSE rio - que leva água, barcos, pessoas e outras coisas que boiam - é
sem dúvida a melhor "avenida" de Bangkok. Os barcos que nele navegam
serão sempre a melhor opcão de transporte. Seu nome é Chao Phraya. Para
os locais, Rio dos Reis. E observá-lo ao fim do dia é algo inesquecível
e marcante.
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Bangkok é mesmo um êxtase. Vá a Bangkok . Ela roubará seu coração
Habilite o som de seu computador e ouça a “trilha sonora” deste capítulo:
A música "Above the treetops" é baseada num coral de crianças vietnamitas
e numa canção folclórica asiática. O Álbum é "Secret Story", do Pat Metheny Group.
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Conhecendo Bangkok
Neste capítulo:
Os Bairros da Cidade, O Lay out de Bangkok, Os Transportes, O Clima, O Dinheiro, Os Shopping Malls,
O nome das ruas e os endereços, Como ir do Aeroporto à Cidade,
Navegando pelo Rio Chao Phraya, Os Klongs (Canais) de Bangkok,
A lendária Khao San Road, Hospedagem em Bangkok,
“Falando” tailandês, Quando ir (o clima), O que vestir e usar, Trânsito de Bangkok – Um entrave ao turista
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A cidade tem a maior
concentração de hotéis de luxo do sudeste asiático mas o visitante não
encontrará dificuldade de hospedagem para qualquer orçamento. As opções
são muitas para todas as categorias, dos mais luxuosos hotéis que se
podem encontrar (e saiba que "luxo asiático" é uma categoria quase
sempre superior à "luxo ocidental") aos centenas de hotéis econômicos
para os mochileiros. Desde as margens do Rio Chao Phraya até a área da
Khao San Road, passando pela região dos hotéis de cadeias
internacionais e mais voltados para executivos, aos mais luxuosos hotéis-design.
Lugar para dormir em Bangkok definitivamente não é problema, seja lá
qual for seu estilo, orçamento, orientação e gosto. Aliás, para dormir e
para comer, decididamente Bangkok é um êxtase e proporciona grande
dificuldade para escolhas, tal a diversidade e a quantidade de meios de
hospedagem e lugares para comer. Neste particular - a comida e comer -
tudo se repete como na hotelaria: há opcões para todos os níveis e
gostos.
BANKOK é também segura.
Os visitantes devem tomar cuidados naturais como em qualquer metrópole
do mundo, especialmente com relação a batedores-de-carteiras e apenas
nas regiões onde possa haver grande concentração de turistas. Nada mais
do que isso. Você pode andar com segurança e tranquilidade se tomar
todas as precauções mais do que óbvias: cuidados com as bolsas (dê
preferência a mochilas) e com batedores de carteiras, evitar jóias em
excesso, enfim, prodecer discretamente e com naturalidade sem ostentar.

O Rio Chao Phraya revela a verdadeira Bangkok, tanto em suas margens quanto em seus canais
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O Layout da Cidade
Situando-se no MAPA (atrações, shoppings e hotéis)
BANGKOK é dividida em 5 áreas geográficas urbanas principais: Riverside, Siam, Silom e Sukhumvit o “downtown” da cidade; Ratchadapisek e Ramkamhaeng, ao norte; Bangna Trad, ao sul, e a área do aeroporto, ao longo da Viphavadee Road.
Essas áreas, por sua vez, são divididas em outras menores. Nos
endereços abaixo você encontra três mapas diferentes da cidade e neles
encontram-se as principais atrações e shoppings. São bastante úteis e
fáceis de usar:
Mapas de Bangkok
Para encontrar um endereço no Mapa em Bangkok
Mapa de Bangkok em alta resolução
Templo de Mármore
SILOM, ao longo da Sathorn Road, constitui-se no Central Business District de Bangkok, onde ficam grandes corporações e embaixadas. Lumpini Park
é uma grande área verde bastante agradável – o equivalente ao Aterro do
Flamengo, no Rio de Janeiro, ou ao Parque Ibirapuera, em São Paulo. À
noite a Silom vira uma área de mercados e bazares. Na extremidade de
Silom fica Patpong, a área dos inferninhos de shows eróticos, ou “red light district”.

Uma das estações finais de uma ds linhas do Sky Train
TAMBÉM na área central de Bangkok fica a Siam Square, a região mais tipicamente tailandesa para compras da cidade. Pratunam, vizinha a Silom, tem vários shopping malls. Sukhumvit é
uma área de grandes e modernos hotéis internacionais e também bairro da
vida noturna. Riverside é a área da cidade que mais reúne atrações
interessantes, quer por uma simples viagem de barco pelo rio, quer pelos
hotéis mais caros e famosos da Tailândia, como o The Oriental. A área de Sanam Luang, dentro da área de Riverside, é aquela onde está localizado a maior atração turística de Bangkok, o Grand Palace, entre outras, a chamada “Old City” ou Rattanakosin.

O melhor meio de transporte público em Bangkok (as linhas de barcos) na melhor "via pública" da cidade, o Rio Chao Phraya
SUKHUMVIT: a Rua Sukhumvit é muito longa e num dado ponto vira Rua Ploenchit e depois, Rua Rama I. A Sukhumvit Road estende-se de Central Bangkok
até os subúrbios, começando em Ploenchit Road e terminando para for a
dos limites da Capital. Esse bairro é o centro comercial, com os
principais shoppings e com bom número de hotéis. O Bairro de Silom, ao sul de Sukhumvit, fica perto de Thanon Silom e da Rua Sathorn. É o centro financeiro do país, durante o dia, de noite o lugar para sair e beber. Rattanakosin fica no trecho entre o rio e Sukhumvit, considerado a “Velha Bangkok”, e onde estão os wats mais famosos, o Yaowarat (ou Chinatown) e lugares ao longo do Rio Chao Phraya integram essa área.
A delicadeza está também nos mínimos detalhes
A "mecca" dos mochileiros, a Rua Khao San e o bairro de Banglamphu ficam na parte norte de Rattanakosin. Thonburi é o lado mais tranquilo do Rio Chao Phraya e tem muitos canais e algumas atrações. Phahonyothin é área próxima à Rua Phahonyothin e à Rua Viphavadi Rangsit e onde ficam o Mercado Chatuchak e o Aeroporto Don Muang. Ratchadaphisek é o bairro ao norte de Sukhumvit e próximo à Ratchadaphisek Rd (uma parte da qual chama-se Asoke) e que se estende da Rua Phetchaburi até Lat Phrao.

Mapa das principais atrações turísticas a ver em Bangkok, com os nomes dos pier
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O nome das ruas e os endereços
OS endereços em Bangkok usam o sistema tailandês, que pode ser um pouco confuso para os não iniciados. Avenidas largas, como Silom e Sukhumvit, por exemplo, chamam-se thanon (ถนน) e normalmente abreviam-se para Th, assim
como Av. está para "Avenida". E são mesmo equivalentes às nossas
"Avenidas". Já as ruas transversais que se ramificam dessas avenidas são
chamadas soi (ซอย). As Sois
não têm nomes, mas números como identificação. Eles são ímpares de um
lado das avenidas e pares de outro. Desta maneira, um endereço como "25 Soi Sukhumvit 3" significa o "25o. edifício da 3a. Soi da Sukhumvit Road". Ainda que os números das soi sejam sempre crescentes, frequentemente eles podem não crescerem uniformemente em ambos os lados da rua. Ou seja, 55 Soi pode ser em frente a 36 Soi, mas normalmente seria 56 Soi. E também alguns sois mais importantes podem ter também um nome, além do número. Um exemplo é a Soi 3, a qual tem também o nome de Soi Nana. Um endereço pode ser, por exemplo, 25 Soi Nana (ou 25 Soi 3). Já as ruas novas, criadas entre sois já existentes, chamadas trok (ตรอก), e levam uma extensão (/x). Um exemplo é a "Soi Sukhumvit 7/1" (ou 7/2, 9, 11, etc.).

Ônibus e Tuk-tuk. O primeiro, transporte público, o segundo, quase que exclusiamente turístico
PARA tornar as coisas ainda mais compexas algumas sois - como a Soi Ekamai (Sukhumvit Soi 63) e a Soi Ari (Phahonyothin Soi 7) têm suas próprias sois. Nestes casos, "Soi Ari 3", por exemplo, significa “3o. soi da Soi Ari”. E você pode também ter endereços como "68/2 Soi Ekamai 4, Sukhumvit 63 Road", o que significa "2a. casa junto ao número 68 da 4a. soi de Ekamai, 63a. soi de Sukhumvit". Em alguns sois os números das casas não estão numa simples ordem crescente, ou seja, podem "expandir-se" para o em torno. Para desnortear ainda mais os turistas que não lêm thai,
as versões (ou traduções) em caracteres do alfabeto romano não são
muito consistentes, confiáveis. Uma rua pode constar no mapa ou nas
placas de rua com o nome de Phahon Yothin, Pahon Yothin, Phahonyothin ou Phaholyothin.
E como se isso não
bastasse nem fosse confuso o suficiente, algumas ruas muito compridas
tendem a mudar de nome ao longo dela mesma, como ocorre com a Sukhumvit, por exemplo, que chama-se Sukhumvit num trecho, Ploenchit depois que ela cruza a Thanon Witthayu (popularmente chamada de Wireless), depois passa a chamar-se Thanon PraRam Neung (também chamada de Rama I) depois de cruzar a Thanon Ratchadamri. E se você virar à direita na Ratchadamri, notará que em poucas quadras ela passará a se chamar Thanon Ratchaprarop (ou New Phetburi, que também vira Phitsanulok quando
se aproxima do rio). Entendeu? Bem, não precisa ser um expert pra
compreender que toda rua pode mudar de nome repentinamente, o que
confundirá o turista.

Um detalhe da face do Buda Ditado, no belíssimo Wat Pho
O que recomendo é seguir
o mapa com um sentido lógico de direção, sem preocupar-se tanto com os
nomes. E ter em mente que há um sentido lógico nessas mudanças, uma
vez que algumas ruas são muito longas e passam por mais de um bairro, o
que não seria lá muito lógico ter uma grande rua como a
Sukhumvit passando pelo bairro do mesmo nome e depois continuar com
ele quando passa pelo bairro de Ploenchit. Ali a Sukhumvit passa a chamar-se rua Ploenchit.
Assim, tenha em mente que as ruas principais tendem a levar os nomes
dos bairros, ou mesmo das vizinhanças mais importantes, como no caso de Pratunam e Chatuchak, por exemplo, que são mercados populares importantes, não exatamente bairros.


A maior parte dos hotéis de 3, 4 e 5 estrelas de redes locais e internacionais, dos restaurantes refrigerados e dos shoppings ficam na área ao longo da Sukhumvit Road,
uma espécie de hub turístico de negócios e lazer da cidade e onde os
visitantes despendem a maior parte do tempo, tantp de dia quanto de
noite, esta, particularmente ao redor de Soi Nana ('soi' = rua transversal) onde Nana Plaza é uma espécie de landmark. Não, este não é o nome de um shoppig center, mas o red-light district de Bangkok. Nana Plaza (oficialmente Nana Entertainment Plaza) fica em Sukhumvit Road Soi 4,
defronte ao Nana Hotel. O nome “Nana” é proveniente da família
proprietária da maior parte das casas do lugar e que tem influência na
Tailândia.
Um dos blíssimos budas dourados enfileirados do Wat Pho
PODE ser o inferno ou
o paraíso, dependendo do seu ponto-de-vista e do que procura. Mas deve
ser visto. É uma área repleta de prédios de três andares que abrigam
bares cujo sexo é o tema central, algo lúgubres e de onde se ouvem
invariavelmente música eletrônica estilo psicum-papum-psicum-papum e garotas go-go nas portas oferecendo os serviços dos bares e, creio eu, delas próprias.
A área da Sukhumvit Road e da Silom Road
Sukhumvit Road está para o turismo internacional de quatro e cinco estrelas assim como a Khao San Road está
para os albergues e turismo mochileiro, mas a importante e lonmga
avenida e suas ruas transversais (sois) congregam o maior conjunto de
hotéis da cidade, asism como restaurants, casas noturnas suspeitas e
insuspeitas e shopping centers.Alguns dos destaques em termos de hotéis
são da mesma rede (Starwood): Sheraton Grande e Westin Grand, já em termos de restaurante, no estilo thai tente o Baan Kanitha (Soi 23) e Lemon Grass
(Soi 24), mas também outros de especialidades italiana, francesa e de
frutos do mar. À noite o mercado informal toma conta das calçadas
vendendo de tudo, coisas que valem e não valem a pena.
Monges no Grand Palace
É fácil encontrar produtos como T-shirts
por cerca de US$2, gravatas de seda por US$3, meias por US$1,
pinturas tailandesas por US$10. Os preços são baratos porque a qualidade
equivale a eles. Eu recomendo ficar na Sukhumvit Road em sua
hospedagem em Bangkok por ser conveniente, movimentada, ter bom
comércio e restaurantes, transporte público e variadas e boas opções de
hospedagem.
Detalhe de um dos sinos de uma fileira. Eles soam ao vento e preenchem o silêncio do pátio iterno do Templo de Mármore
Como ir do Aeroporto à Cidade
EU recomendo vivamente que chegando
em Bangkok você opte por um traslado particular desde o aeroporto até
seu hotel. Eles podem ser conseguidos antecipadamente pela Internet -
modalidade em que se paga antecipadamente por cartão de crédito e com a
qual terá alguém com seu nome numa placa assim que sair da área de
alfândega para o saguão do aeroporto – ou na hora de chegada, virando à
esquerda ou à direita para encontrar balcões de empresas de transportes,
onde poderá contratar o transporte por limosines, carro de luxo, carros
médioe e vans. Não sem antes tentar desvencilhar-se de agressivos
agenciadores de todos os tipos tentando conduzi-lo aos taxis, que
custarão cerca de 900 Baht, em vez do normal, que seriam 400.
Ignore-os. O custo de um traslado privativo fica em torno dos 400 a
1.800 Baht por pessoa até a área central ou mesmo até Sukhumvit,
dependendo do tipo de transporte, se em carro privativo ou em van e
microônibus compartilhados com outros passageiros. Se quiser ir de
taxi vá procurar os metered taxis disponíveis no segundo andar. O custo ficará em torno de 400 e a viagem cerca de 40-60 minutes dependendo do trânsito.
Detalhe de uma das janelas do Templo de Mármore
HÁ também a opção mais
econômica do transporte por ônibus, através do sistema chamado Airport
Express Bus, que custa 150 Baht e sai de hora em hora até meia-noite,
cobrindo 4 rotas: AE1: Suvarnabhumi-Silom, AE2: Suvarnabhumi-Khao San
Road, AE3: Suvarnabhumi-Sukhumvit e AE4: Suvarnahhumi-Victory
Monument-Hua Lamphong (estação de trem). Os percursos são feitos entre
60 e 90 minutos. Há também os ônibus públicos comuns, circulares, do
sistema BMTA que custam entre 30 e 50 Baht.
Empresas de Transporte Privativo em Bangkok
As Bangkok Waterways
BANGKOK tem no Rio Chao Phraya
sua mais tradicional via de tráfego. Barcos de transporte particulares,
públicos, de pessoas e coisas, exatamente como em Veneza, circulam dia e
noite. O rio é o portão de entrada da cidade desde que a Thailândia era
o Reino do Sião e o Rei Rama I, transferiu a capital do país de
Thonburi, na margem oeste do rio, para Bangkok , na margem leste, e
depois abriu uma série de canais que saiam do rio em forma de S.
Um detalhe decorativo do Wat Traimit (Templo do Buda de Ouro), um Leão e porcelana chinesa e um leão de mármore italiano
POR razões estratégicas os canais de Bangkok, chamados de klongs
foram copiados dos da antiga capital do Sião, Ayutthaya, uma espécie de
proteção contra invasões. Os canais são como ruas estreitas e vicinais.
Uma ilha artificial entre eles e nas margens do Rio Chao Phraya abriga o
Grand Palace, Wat Phra Kaeo (o do Buda de Esmeralda que é de jade) e o
Wat Po. Essa ilha é conhecida por Rattanakosin e é considerado o centro
histórico de Bangkok, o principal ponto turístico da cidade e por onde
se deve começar um passeio turístico pela Capital da Tailândia.
A história de Bangkok sempre esteve
ligada ao Rio Chao Phraya e aos seus canais. A cidade tem até um
daqueles apelidos que os marqueteiros inventam para promovê-la: “Veneza
do Oriente”. De fato seu rio e canais são parte da vida da cidade e tão
fundamentais quanto suas ruas e avenidas para os deslocamentos e
transporte de pessoas, de monges a escolares, trabalhadores a turistas.
Excessos rococolescos que surpreendem ela beleza e harmonia
PARA o turista o rio e
os canais – além de atração turística – são uma oportunidade de
observar os contrastes entre o novo e o antigo de um ângulo bem mais
amplo do que nas ruas. Pelo rio podem-se ver a maior parte dos templos
budistas, casas de madeira típicas da Tailândia, edifícios residenciais e
comerciais.
NO lado de Thonburi - local da primeira Capital da Tailândia – uma rede de canais, chamados de klongs,
ainda conectam a cidade aos seus subúrbios, ainda não afetados pela
modernidade. Uma viagem através desses canais constitui-se numa boa
apresentação ao que é de fato a vida local, bastante diferente da que se
vê na agitada e moderna Bangkok.
O Rio Chao Praya - Rio dos Reis
ENQUANTO alguns canais foram sumindo e sendo substituídos por ruas o Chao Praya
continua a ser uma importantíssima via de transporte e que separa a
antiga Capital, Thonburi, da moderna Bangkok. E algumas das atrações da
cidade estão justamente nas margens deste rio.
APESAR de haver os taxis aquátios, ou ruer duan, o sistema da Chao Praya Express Boat Company
é o melhor indicado para os turistas, por que opera uma linha turística
que para nos 10 principais piers que dão acesso às atrações como o Grand Palace, o Wat Po e o Royal Barge Museum. Um passe diário custa 75 baht e barcos partem a cada 30 minutos do Sathorn Pier.
Se você levar em conta que neste preço está incluído o consumo de água
mineral e um guia turístico, é muito em conta, além de prático. Um dos
piers, o Tha Sathorn, conecta-se ao Skytrain, assim, se você estiver hospedado longe do rio, este é o pier que você deve usar para desembarcar e retornar ao seu hotel pelo Skytrain.

Um dos muitos cenários que o Rio Chao Phraya proporciona a partir de seu leito
COMPRE um Day River Pass para o Chao Phraya Tourist Boat,
que custa 100 Baht. Com ele, das 9:30 às 15:00 h você usa os serviços
da linha que incluem acesso a nove piers que dão acesso às principais
atrações de Bangkok. Você pode usar indefinidamente durante esse horário
por um dia, com direito a água mineral grátis! E você também ganha um
pequeno guia impresso muito útil, não porque ele descreve resumidamente
os lugares turísticos, mas porque os relaciona vinculando a cada um dos
nove piers, desde o Central Pier até o Banglumpoo Pier, ao norte do
Grand Palace. No próximo capítulo haverá explicações mais amplas e
detalhadas do percurso deste que é chamado de "Barco Turístico", com informações de onde e como adquirir bilhetes, as atrações de cada pier e um time-table.
As palafitas são comuns no rio e nos canais
Chao Phraya Express Boat
Khlong Saen Saep Express Boat
Sathon-Klong Toei Express Boat
Os Klongs (Canais) de Bangkok - Estilo "Veneza" de ser

CASO decida-se por trafegar pelos estreitos klongs
para conhecer a outra face de Bangkok, verá um ritmo de vida que não
muda há muitos anos, barcos vendendo verduras, mulheres vendendo arroz e
macarrão em suas “cozinhas flutuantes”, pessoas nas sacadas de casas
típicas de madeira com vasos de flores, gente lavando roupa nas águas
dos canais, pescando e até crianças tomando banho, a vida seguindo. Os
jacintos (*) que boiam nas águas dos canais são regularmente coletados
pela população local, desidratados e processados para virarem
artesanato. Lembra bastante a vida ribeirinha de comunidades nos estados
brasileiros do Pará e Amazonas. Definitivamente um lugar diferente e
que emrece uma visita de uma ou duas horas.
(*) ja.cin.to sm (gr hyákinthos)
1 Bot Gênero (Hyacinthus) da família das Liliáceas, constituído de
ervas bulbosas e escaposas do Velho Mundo, com flores em racemos
terminais, na maioria compactos, e corola campanuliforme, com tubo
proeminente e limbo vistoso. 2 Bot Qualquer planta desse gênero,
particularmente a espécie Hyacinthus orientalis, ornamental, cujas
flores exalam perfume penetrante; jacinto-do-oriente. 3 Bot A flor
dessas plantas. 4 Miner Zircão transparente, vermelho ou castanho, às
vezes usado como pedra preciosa; também chamado jargão. J.-do-oriente:
jacinto, acepção 2. Var: hiacinto. FONTE: Dicionário Michaellis


ALUGUE um hang yao –
barcos típicos e inconfundíveis da tailândia, muito coloridos e com uma
proa bem alta e longa, acerte o preço antes da partida - que varia de
400 a 500 baht por hora. Vá ao pier Tha Chang perto do Grand Palace ou no pier do River City Shopping Complex.
Lembre-se que o condutor é apenas um motorista de barco, não um guia
turístico, com mínimo inglês, o suficiente para um entendimento bem
básico, mas ele saberá onde levá-lo. Peça para explorar o Klong Bangkok Noi e o Klong Bangkok Yai e para passar no Royal Barges Museum, que contém explêndidos barcos decorado, como os royal barge, um tipo de barco-chata, único na Tailândia.
Fotos de um hang yao
Fotos de um royal barge
SE você pretender algo mais organizado, incluindo pegarem você no seu hotel, há várias companhias que oferecem tours ao longo dos Thonburi klongs. Os passeios padrão saem às 08:30 e vão até meio dia e operam em torno do floating market
em Thonburi. É mais barato, mas mais cheio e mais turístico. Por um
pouco mais você pode alugar um barco privativo com ou guia, parando onde
quiser. Os mais comuns são os Tour de meio dia pelos canais de Thonburi, Wat Arun e o Royal Barges Museum, diariamente de 8:30 às 11:30 ou 14:00 às 17:30h.
OS canais, ou klongs, continuam em direção à área de maior crescimento da cidade. Mercados chineses e indianos foram sendo instalados ao longo deles. A Chinatown de Bangkok é cheia de comércio e efervescente. A rua principal de Chinatown, Charoen Krung Road (algumas vezes chamada de New Road) serpenteia ao redor do rio. No final de Chinatown, fica a Hua Lamphong Railway Station,
o principal terminal ferroviário para quem pretende viajar pela
Tailândia de tem a partir de Bangkok. O bairro onde fica a estação
chama-se Pathum Wan. A estação é convenientemente
integrada ao metrô. É um prédio bonito, estilo italiano renascentista,
com o teto decorado em madeira e grandes janelas de vidro, inaugurado em
1.916 e que levou seis anos sendo contruído. Durante a Segunda Guerra
Mundial os aliados tentaram bombardear a estação mas erraram a mira e
detonaram um hotel vizinho. Há 14 plataformas e 26 guichês e dois
grandes displays elétricos que informam as aprtidas e chegadas.
Aproximadamente 60.000 parrageiros por dia passam pela estação.
A composição mais tradicional que chega a essa estação é a Eastern & Oriental Express, um trem de luxo que liga a Tailândia a Cingapura e à Malasia.
Eastern & Oriental Express
DO outro lado de Chinatown e na margem do rio fica Bangrak,
bairro diplomático com edifícios construídos em estilo europeu que
abrigam embaixadas e o The Oriental Hotel, um dos ícones da hotelaria de
Bangkok, entre os seus mais luxuosos. As principais avenidas de Bangrak
chamam-se Suriwong Road, Silom Road e Sathorn Road, bastante conhecidas na cidade e que originam-se na Charoen Krung e correm paralelas até a Rama IV Road.
É um bairro elegante, como quase todos os bairros diplomáticos no
mundo, com as embaixadas de todo o mundo, hotéis elegantes, modernos e
grandes edifícios comerciais, restaurantes e pubs, além da noite de Patpong e seu mercado famoso.
DE volta a Rattanakosin, seguindo rio acima em direção norte na outra direção de Chinatown, alcança-se Banglamphu, onde ficam o National Museum, o Wat Suthat, o Giant Swing – uma estrutura religiosa defrontre ao Wat Suthat - e o Wat Klong Phu Khao Thong. O ponto de destaque neste bairro é o grande Monumento à Democracia
(Democracy Monument) que tem uma rotatória ao seu redor que lembra a de
tráfego igualmente intenso do Arco do Triunfo em Paris ou a Praça de
Cibeles em Madri e marca a interseção entre a Ratchadamnoen Klong Road com a Dinso Road.
TODAVIA a rua Banglamphu ao logo dos anos foi deixando de ser uma das mais famosas de Bangkok, perdendo essa característica para a Khao San Road, uma rua pequena que se transformou no paraíso do turismo backpacker.
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A lendária Khao San Road
PARA os mochileiros a conhecidíssima Khao San Road é o lugar. Esta rua está cheia de hotéis econômicos que em inlgês lá são chamados de guesthouses
e igualmente restaurantes baratos e uma decente noite. Para quem quer
economizar, é um bom lugar, mas não pra ficar apeas nele, porque Bangkok
turística e mesmo em termos de diversão não é na KSR.


ALÉM disso como é um lugar
extremamente dirigido aos turistas, você verá mais tailandeses querendo
lhe vender alguma coisa do que em qualquer outro lugar. Pode até
merecer uma visita especialmente depois de conhecer o Grand Palace, mas
ela tem mais fama do que é realmente um ponto atraente.
A Khao San Road tem até página na Internet:
Guia para a Khao San Road - Patpong - Soi Cowboy e Nana Plaza
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Hospedagem em Bangkok
Mapas dos Hotéis, por área
Bangkok é uma das capitais
com mais hotéis de luxo do mundo mas também de todas as categorias. Só
que com uma diferença: todas elas por uma fração do preço que se paga na
Europa e Estados Unidos, o que vale também para a comida.
HÁ uma excelente e variada oferta
de hospedagem em Bangkok para todos os níveis e orçamentos e felizmente
não há dificuldades em encontarmos hospedagem seja lá qual for o padrao
que se procure. Pelos padrõe sinternacionais os preços das diárias em
Bangkok são bem baratas, seja uma cama numa guesthouse ou uma suíte no The Oriental Hotel, reconhecido como um dos melhores hotéis do mundo.
O orçamento do viajante é que
vai determinar o bairro ou local onde ele se hospedará. A Banglamphu
(Khao San Road) tem quartos na faixa dos 100 a 300 B. Nesta faixa de
preços ficam quartos pequenos sem banheiro, com direito ao uso de
banheiro coletivo. Esta é, portanto a área do backpacker (ou mochileiro)
e há uma abundante oferta de hospedagem.
UMA opção de hospedagem também econômica
mas não comparada à Khao San Road está na área da Siam Square. A
Sukhumvit road é outra área cheia de hotéis e a área mais turística de
Bangkok, com uma grande variedade de hotéis com preços em torno dos 700
aos 2000. Os Top hotéis da cidade ficam localizados na área às margens
do rio, onde ficam os hotéis Oriental, Peninsula, Shangri-La e Royal
Orchid Sheraton, mas também ao redor da Siam Square.
ALÉM do preço outra questão iportante
a considerar é o que o visitante mais pretende fazer na cidade. Bangkok
tem a reputação de ser uma cidade muito poluída e de trânsito
congestionado, o que de certa forma define quanto tempo vc. Perderá no
trânsito e respirará ar poluído para se deslocar na cidade.
NESTE particular, ficar perto do Skytrain é uma boa para chegar mais facilmente a Silom, Siam Square e Sukhumvit,
áreas que além de tudo são boas para shopping e vida noturna, mas
limitadas em termos de atração turísticas. Algumas das principais, como
vimos, ficam distantes de estações do skytrain e mesmo de suas duas
linhas. Atrações como o Grand Palace, Wat Pho e Wat Arun ficam no bairro de Ko Rattanakosin – onde dependendo do tráfego – pode custar até uma hora pra chegar de Sukhumvit ou Silom.
EM Bangkok a terminologia hoteleira segue o padrão ocidental: um single room é um quarto com uma cama dupla, um double room é um quarto com duas camas, o que significa que é perfeitamente normal um casal dormir num single room. Os preços em geral são os mesmos num single ocupado por duas pessoas sem café da manhã, mas um pouco mais caros num double. As tarifas são acrescidas de 7% de taxa. Nas hpspedagens mais baratas essa taxa já está incluída no preço.
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Os Shopping Malls de Bangkok
A cidade está cheia de shopping malls e pode ser considerada uma ótima cidade para compras.
Do lendário Mah Boon Krong (MBK) (http://www.mbk-center.com/en/index.asp)
ao the sofisticado The Emporium (http://www.emporiumthailand.com/main.html),
passando pelos modernos Siam Discovery (http://www.siampiwat.com/php/siam_discovery/index.php)
e Siam Paragon (http://www.siamparagon.co.th/v3/index2.html)
e terminando no maior complexo de compras e diversão do sudeste da Ásia,
o CentralWorld (http://www.centralworld.co.th/tourist/),
com 500 lojas, 50 restaurantes, 21
cinemas, boliche e centro de diversões infantis - Bangkok tem opções
para todos os gostos e orçamentos, estilos e padrões, centros comerciais
que têm lojas e butiques locais e de marca internacional, tanto
européias quanto americanas. Nas lojas de rua são recomendáveis comprar
apenas produtos locais, tecidos, sedas, artesanato, cerâmica, souvenirs, roupas locais, pois a maioria dos produtos de marcas internacionais são falsos.
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“Falando” tailandês - ภาษาไทย ( phasa thai , "a língua da liberdade")
SEGUNDO a Wikipédia o tailandês
faz parte do grupo das línguas tai, pertencente à família linguística
Tai-kadai. As línguas tai tiveram origem no sul da China, e alguns
linguistas propuseram ligações às famílias linguísticas mon-khmer,
malaio-ponésia. É uma língua tonal e analítica. A combinação da
tonalidade com uma ortografia complexa, marcadores relacionais e uma
fonologia diferente pode fazer com que o tailandês seja uma língua de
difícil aprendizagem para os ocidentais. Os tailandeses são muito
orgulhosos da sua língua e a consideram patrimônio artístico e cultural,
símbolo da soberania e da independência do país. Dada a influência da
antiga língua chinesa, a ailandesa consiste fundamentalmente em palavras
monossilábicas. Com 44 consoantes, 32 vocais e 5 sotaques, é uma
segunda língua nada fácil de se aprender.
UMA das primeiras coisas que
o visitante perceberá é que as pessoas são hospitaleiras e simpáticas,
algo natural ao povo, já que faz parte da cultura Thai. Ainda que a
grande parte dos turistas nãop fale tailandês e os tailandeses do povo
não falem inglês, muitas coisas podem ser “ditas” com sinais, mímicas,
inglês e thaienglish (o equivalente ao nosso portunhol ou inglês macarrônico). E muitas coisas podem ser facilitadas com um sorriso ou risadinhas.
O Thai faz parte de um
conjunto de línguas thai que se falam no Laos, na China, na Birmânia e
naturalmente na Tailândia. No conjunto são faladas por mais de 50
milhões (em 1983) de pessoas. O thai-kang ou siamês de Banguecoque é a
língua oficial da Tailândia. Há várias razões pelas quais o thai é uma
língua difícil, na escrita e principalmente na pronúncia e em regras
sociais que se reflectem na língua. A invenção da escrita tailandesa é
atribuída ao rei Ramkamhaeng de Sukhotai em 1283. Esta escrita está
baseada na escrita Khmer, por sua vez ligada à escrita indiana. Sucessivamente
adaptaram-se vocábulos de origem Khmer enquanto que as palavras de duas
ou mais sílabas atribuem-se à influência do Sancrito e do Pali. O
tailandês atual é, portanto, o resultado de séculos de desenvolvimento e
maturidade e fala-se em todo o reino.

ENTÃO, Sawasdee é a palavra mais comum e a mais usada, a forma usual de cumprimento, o “olá” de todo mundo. Mas nada é simples de dizer em tailandês: o “sawasdee” não é dito simplesmente assim, "suávasdí". Como vimos, o tailandês é uma lingua complicada e mesmo no simples “oi” tem regras como as mulehres dizerem sawasdee kha ("suavasdí káa") e os homens sawasdee khrab ("suavasdi cûp") . Nada é simples em tailandês: Khorb koon kha, o obrigado, tamabém não é simples: o khorp koon ka, deve ser dito pelas mulheres e os homens dirão khorb koon khrap. "Ka" é feminino e “khrap",
masculino. Todavia, Felizmente muitos anúncios, sinais e placas de rua
são escritos em thai e em inglês, especialmente as mais necessárias,
como as das estações do Sky Train. Tentar aprender algumas
palavras básicas é sempre politicamente correto, além de simpático e
útil, mas cuidado, porque essa é uma lingua tonal e uma pequena variação
de sotaque e entonação pode mudar completamente o sentido da palavra.
Por ser uma lingua tonal, não se fala com entonações ocidentais, porque
elas mudam o sentido da palavra.
Tailandês para Viajantes (sons e tradução para o inglês)
(pa-sa-thai sum-rub-nuk-thong-tiew)
Algumas palavras úteis
Sim = chai
Não = mai-chai
Obrigado = khop-khun
Muito obrigado = khop-khun-mark
Por nada = mai-pen-rai
Por favor = ga-ru-na
Desculpe/Com licença = kaw-tote/kor-a-nu-yart
Olá = sa-wat-dee
Tchau = lar-korn
Até já = narn/yao-narn
Bom dia = sa-was-dee-torn-chao
Boa tarde = sa-was-dee-torn-bai
Boa noite = sa-was-dee-torn-khum
Boa noite (para dormir) = ra-tree-sa-was
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O que vestir, o que usar
HÁ uma curiosa tendência de
turistas americanos e europeus se vestirem de maneira curiosa e
inadequada em viagem a países e cidades exóticas. Em Bangkok é mais ou
menos como no Rio de Janeiro, invariavelmente vêm-se turistas vestidos
como se fossem para o circo. No Rio de Janeiro usam camisas floridas,
chapéus de caçadores,shorts, sandálias com meias até a canela. O Rio de
Janeiro é uma cidade alegre, divertida, sugere roupas confortáveis e
adequadas ao clima, sem grandes protocolos e formaldiades, mas ninguém
anda pela cidade de camisa florida, chapéu de palha e sandália com meia!
BANGKOK também nÃo escapa
dessa características e também não é uma cidade que aprecie roupas,
digamos, “alegres”. Exceto pelos bangkokians adolescentes influenciados
pelo ocidente, os locais vestem-se discretamente, tanto quando a
estampas e cores, quanto à exposição do corpo. São conservadores.
Turistas que se vestem alegremente demais parecerão palhaços perante os
tailandeses. Vestir-se casualmente é o mais adequado. Vestuário
extravagante, berrante, espalhafatoso não se deve usar nem pra ir ao
circo, quanto mais para ir a Bangkok, E roupas que revelem o corpo devem
ser reservada apenas para a praia. Especialmente para as mulheres, não
devem mostrar os ombros e usar vestidos ou saias curtas. Shorts jamais.
Para ambos os sexos. Nem mesmo bermuda é adequado para visitar os
templos e sequer é permitida a entrada no Grand Palace com roupas
curtas, tanto homens quanto mulheres. As roupas mais adequadas são
calças jeans, calças de trekking (daquelas de fecho eclair que pode
virar bermuda), calças de sarja e bermudas apenas que vão abaixo dos
joelhos. Camisetas de malha e manga, camisas polo de malha e camisas de
algodão de mangas curtas ou compridas.

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O transporte público é bom
O Trânsito de Bangkok – Um entrave ao turista
A maior parte dos desafios da cidade pode ser resumida num único problema: o trânsito. O
visitante é dominado completamente pelo tráfego enlouquecedor e por seu
consequente barulho irritante e poluição do ar. Uma razão para a
notória situação do trânsito é o pouco espaço viário em relação ao
tamanho da cidade. Em resumo: faltam ruas, sobram veículos. Isso numa
cidade de 10 milhões de habitantes, a lém de muitas ruas serem sem
saída, bloqueadas em determinados trechos ou em zig-zag. E como os
tailandeses sobrevivem a esse caos no trânsito sem se estressarem tanto,
pelo menos não na mesma proporção dos turistas ocidentais? O budismo,
dirão eles mesmos, é a razão desta serenidade! E como a moral budista é
baseada nos princípios de preservação da vida e a moderação, o
treinamento mental foca na disciplina moral (sila), na concentração
meditativa (samadhi) e na sabedoria (prajña).
"Procure o Nirvana. Mesmo que você não o encontre."
TUDO conspira contra a fluidêz
do tráfego, do excesso de carros, motos, triciclos, bicicletas,
caminhonetas, ônibus, caminhões e tuk-tuks até...elefantes! Sim, ainda
que para o bem dos paquidermes eles estejam sendo reduzidos em Bangkok,
aindá é possível vê-los trabalhando ou...mendingando! Dizem que os
efefantes têm excelente memória. Eu digo também que um turista jamais
esquece um elefante em Bangkok. Enquanto que no trabalho pesado os
elefantes estão sendo gradualmente substituídos por máquinas em Bangkok,
a mendicância em efetantes tem se tornado cada vez mais comum, uma cena
relativamente corriqueira em algumas ruas da cidade, o que se constitui
numa imagem extremamente curiosa e exótica à primeira vista, triste e
ruim, na verdade, já que se podem notar marcas de correntes nos
tornozelos, presas de marfim cortadas e outros sinais de abuso que –
ainda cque contra as leis tailandesas – têm crescido. É curioso, mas é
triste.
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Os Taxis
Começando pelos táxis, eles são
muitos e circulam por toda a cidade e a qualquer a hora. Diferentemente
da grande maioria das capitais de outros países, não existe uma cor
única específica para os táxis de Bangkok. Elas variam conforme as
empresas, mas distinguem-se porque têm no teto um letreiro luminoso com
as palavras “Taxi”, “Taxi thai” ou “Taxi meter”. Apenas estes últimos
têm taxímetro, asism, se pegar qualquer outro, negocie antecipadamente o
preço da corrida.
Sempre que possível use os táxis de cor verde e amarelo
(lembre-se do Brasil!) pois estes são conduzidos pelos seus donos, o
que costuma significar que são mais cuidadosos e experientes que os
taxistas que pagam diárias para taxis de emrpesas. Não é costume dar
gorjeta, apenas arredondar o valor.

O custo dos táxis com
taxímetro em Bangkok começa em 35 baht para os três primeiros
quilômetros e aproximadamente 5 baht por km rodado. Como na maioria do
resto do mundo, quando parado ou no trênsito a contagem passa a ser por
tempo.
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